Fraternidade Regional Sudeste 2 da Ordem Franciscana Secular do Brasil

Esta página é para divulgação dos eventos do Conselho Regional e das Fraternidades que compõe este Regional. Sejam todos bem vindos! Paz e bem!

13 junho 2018

Santo Antônio e a vocação dos leigos


Jefferson Eduardo dos Santos Machado
Irmão OFS - Fraternidade N. S. Aparecida - Nilópolis

Antônio sempre se preocupou em orientar a postura dos membros da Igreja. Na sua opinião eram os sacerdotes ou o clero de modo geral eu tinham que influenciar ou orientar como deveria ser a voçação dos leigos, ou penitentes.

Na verdade todos nós deveríamos ter uma vida de penitentes ou seja, todos tínhamos vocação para isso.

O religioso escreveu uma obra que era composta de um sermão para cada domingo e algumas festas da Igreja. Naqueles que escreveu para as reflexões sobre a quaresma ele dá pistas de como deve ser vivida a vocação dos cristãos.

Primeiro ele inicia afirmando, assim como São Francisco em sua Regra, que os vocacionados devem ser católicos em sua plenitude. Isto é, devemos seguir as orientações e documentos atuais da Igreja e lançar luzes sobre todo o Magistério da Igreja. Não devemos nem viver o passado nem projetar nas práticas coisas que cremos que serão aprovadas no futuro.

Para esse discernimento seria fundamental momentos de oração e contemplação que nos fariam ficar mais próximos de Deus. Ou seja, o cuidado com nosso interior é fundamental para o fortalecimento de nossas vocações.

O Santo afirmava também que precisamos ser como Águias, que simbolizavam o Cristo. Tínhamos que a partir de nossa vocação morrer para o mundo e buscar o sol da salvação. Faz-se importante salientar que o franciscano utilizava muitos símbolos em sua pregação. Por isso, nas características de alguns animais que alguns livros de sua época traziam ele encontrava os exemplos e orientações que deveriam ser dadas aos membros da Igreja.


Em suas pregações da quaresma ele condena duramente a hipocrisia. Para isso usou duas aves: a avestruz e o pavão. Segundo ele, o avestruz não pode voar por causa de do tamanho de seu corpo, ou seja da hipocrisia. O seu corpo era o sinal do apego eu alguns tem pelas coisas terrenas e materiais. Apesar desse apego, muitos de nós como avestruzes, queremos passar uma imagem de falcão que voa a grandes alturas.

Quanto ao pavão são como aqueles que sendo vocacionados, usam sua vocação como um garoto propaganda. Assim como a ave armam suas penas em leque, mas infelizmente, usando as palavras do próprio Antônio, em tal atitude descobrem o próprio traseiro.

Para Santo Antônio os vocacionados devem ser desapegados. Não devem ofuscar sua vocação com as preocupações do mundo. Além disso, não devemos fazer de nossa vocação um espetáculo. E uma coisa deixa claro mesmo que eu venha a todas as missas, cumpra todos os sacramentos e rituais da Igreja, se não abandonarmos as preocupações terrenas e abraçarmos o etéreo de nada adianta a nossa vocação.

Irmãos, é óbvio que o santo denuncia os excessos de seu tempo. É lógico que ele quer chamar a atenção dos cristãos sobre o que estão fazendo com sua vocação.

Outra reflexão importante do frade é sobre a preocupação com a aparência exterior que muitos cristãos tem. Esta preocupação levava em sua época a exageros. Segundo sua relexão não são as vestes que azem um bom cristão. Não é a extravagância das vestes que torna a pessoa um bom vocacionado. Vemos isso até nos usos dos símbolos e outras coisas como adorno.

Como cristãos clérigos ou leigos não podemos, e nem devemos nos ornar como um pavão para mostrar o que não somos. Isso é hipocrisia.

Outro mal que ele cita é a ganância. Ela nos faz conquistar conforto e prazer que nos distanciam de Deus.  o ideal é a busca de uma vida simples e humilde. Desta forma não trazemos para nossa vida elementos concorrentes a mensagem de Deus.

A ganância nos faz entrar em contendas com nossos irmãos. Isso atrapalha nosso caminho vocacional. Quanto mais bens possuímos, mais temos que nos preocupar com contas, taxas, invasões, obras, e outras. Passamos a ocupar nossa vida com planejamentos e querelas supérfluas. Isso tudo nos distancia da verdadeira vocação.

Como bom filho de São Francisco, Santo Antonio deixa claro que o ter traz a sensação do poder. Quem tem posses e poder ocupa seu coração na manutenção deles. Afasta-se e não consegue discernir a própria vocação.


Quem consegue o poder torna-se soberbo. Segundo o frade o soberbo é desobediente. O poder afasta os homens de sua vocação. Aqueles que se sentem poderosos buscam prevalecer seu ponto de vista através de discussões, ou seja da força. Porém, aqueles que conseguem discernir sua vocação o fazem pelo exemplo de vida humilde e com a pobreza evangélica.

Homens e Mulheres, como Francisco e Clara de Assis, inicialmente leigos, viveram a humildade como ponto principal de suas vidas. Dessa forma convenceram a muitos que era necessário uma mudança de rota em suas vidas, a fim de conseguirem encaixar-se no Projeto de Deus.

Ser vocacionado não é ter um projeto de poder. O leigo que abraçou sua vocação, não pode ter no serviço que presta uma forma de se colocar acima dos irmãos e desobedecer ao magistério da Igreja.
Assim como abelhas deveriam produzir o mel. Deveriam exalar doçura. Deveriam ocupar-se com a messe do Senhor e não com picuinhas, planejamentos inúteis e coisas que não vão levar o mundo a abraçar Jesus.

Segundo Santo Antônio, se os fiéis aceitassem com humildade sua missão praticariam com mais facilidade as virtudes que deixam a Deus contentes. Como exemplo de abraço a sua vocação ele cita Maria. Ela doou-se gratuitamente, para que Cristo nascesse no coração dos fiéis.


Sendo assim, torna-se fundamental que assim como a vocação sacerdotal, a vocação laical seja uma vocação daqueles homens e mulheres, que em família ou não, estejam a serviço de um Cristo Pobre e Humilde que abandonou toda a possibilidade de poder e Glória para aliviar nossas dores.

Desta forma, os vocacionados deveriam cumprir, a tarefa de levar o Cristo de forma humilde, simples e desapegada aos irmãos e irmãs, através do serviço e não da criação de estruturas de poder.

A criação de estruturas e esferas de poder são coisas do mundo. Cristo não conquistou o coração das pessoas usando estas estruturas. Sua conquista veio através do fruto que exalava de sua postura simples e humilde. Esse fruto era o Amor.

Se nós como vocacionadas e vocacionados, assim como fez Santo Antônio, usarmos nosso serviço para exalar o Amor, que é o próprio Cristo, a nossa Vocação terá sentido. Se ao contrário a utilizarmos para perpetuação de nosso orgulho, soberba, vaidade e outros, jogamos fora o que de mais importante possuímos que é a possibilidade de sermos missionários de Deus em todos os lugares em que estivermos. 

Paz e bem!



Fonte: http://jeffersonofs.blogspot.com/2018/06/santo-antonio-e-vocacao-dos-leigos.html?m=1

11 junho 2018

O mundo nos chama e Santo Antônio é nosso apoio


Moacir Beggo

Rio de Janeiro (RJ) – O tema do leigo como sujeito eclesial no 10º dia da Trezena de Santo Antônio no Convento do Largo da Carioca (RJ) e o convite de Jesus para formar sua verdadeira família, segundo o Evangelho do 10º Domingo do Tempo Comum, estavam em sintonia na Celebração Eucarística deste domingo (10/6), às 10 horas. Os fiéis que viram o sol voltar à Cidade Maravilhosa depois de uma semana inteira nublada, ouviram a mensagem que o sujeito da evangelização é todo o povo de Deus, a Igreja. Ela não pode perder de vista o serviço e o testemunho missionário.

O presidente Frei José Pereira teve como concelebrantes Frei Guido Scottini e Frei Odécio Lima. Para a pregação deste dia da Trezena, Frei José explicou aos fiéis presentes que estamos no “Ano do Laicato” e que convidou a Ministra da Fraternidade Convento Santo Antônio da Ordem Franciscana Secular, Moema Miranda, e a vice-Ministra, Patrícia de Moraes, para falarem sobre o tema dos leigos na Igreja.

Segundo definição de São João Paulo 2º, a Ordem Franciscana Secular é a mais antiga forma de organização de leigos que, guiados pela Igreja, unidos em fraternidade e inspirando-se no ideal de São Francisco de Assis, se empenham em testemunhar com a vida o evangelho de Jesus Cristo e se dedicam ao apostolado no estado laical.


Frei José explicou que os franciscanos seculares constituem uma verdadeira Ordem na Igreja, assim como os Frades Menores (1ª Ordem) e as Clarissas (2ª Ordem). “É uma Ordem com toda a mística franciscana. Moema e Patrícia participaram ativamente do temário da Trezena”, adiantou Frei José, que colocou nas preces o “Dia de Portugal”.

Patrícia, que é mestra em Teologia Bíblica, partiu do Evangelho de Marcos, onde Jesus é confrontado pelos doutores da Lei e questionado pelos parentes de Jesus como um fora de si, para chegar ao tema dos leigos. “Neste Evangelho, Jesus não está menosprezando a família, mas está dizendo que todo aquele que segue o projeto de Deus, a sua Palavra, é quem está com Jesus. É esse que está ao seu lado que constitui a sua comunidade”, disse.

Segundo Patrícia, os leigos são cristãos que vivem essa comunhão e têm uma missão especial na Igreja e na sociedade. Pelo múnus do batismo, receberam essa vocação de viver intensamente a serviço do Reino de Deus. “Então, o leigo tem o papel preponderante porque é aquele que está inserido na comunidade, inserido na vida social, no trabalho, na família, na escola, em todos os lugares”, explicou, enfatizando que o leigo faz a sua parte mas sempre em comunhão com a Igreja, com essa comunidade de Deus como um todo.

Patrícia de Moraes, vice-Ministra da Fraternidade do Convento Santo Antônio da OFS

Santo Antônio, observou Patrícia, ensina aos leigos e religiosos que o principal testemunho que podem dar, onde estiverem inseridos, é sem dúvida levar o Evangelho através de suas atitudes, de suas palavras, de suas ações. “Às vezes uma atitude vale mais do que palavras e nós, franciscanos, precisamos mais ainda mostrar isso”, ressalvou.

COLOCAR-SE A SERVIÇO

Moema Miranda fez sua reflexão a partir de duas ideias: Santo Antônio se coloca a serviço de um projeto que é maior do que ele. “No início, ele queria o martírio. Mas não veio da forma como ele pensava, da forma com que ele planejou. Ele entrou para o convento, mudou para outro convento, encontrou com os frades franciscanos, acabou pelos caminhos de Deus chegando a Pádua”, recordou. “Quantas vezes nós queremos levar a Palavra de Deus a partir da nossa referência, a partir do que planejamos para a nossa vida. E é importante que a gente planeje a vida, mas é importante que a gente seja capaz de oboedire (= escutar), de obedecer a uma voz que é maior do que nós mesmos”, indicou.

Moema Miranda, Ministra da Fraternidade do Convento Santo Antônio da OFS

Depois, para ela, é preciso se colocar a serviço no mundo. “Hoje nós estamos vivendo num mundo tão sofrido, tão doloroso, num mundo em que a Mãe Terra sofre e chora com a gente, num mundo em que cada um de nós sofre e chora angústias, desesperos, dificuldades. Santo Antônio é esse santo da misericórdia, da possibilidade, da conciliação, esse santo do amor, da compreensão e da ternura nas dificuldades. Todos e cada um de nós devemos ser diplomatas, corteses, gentis uns com os outros, gentis com as nossas dores e sofrimentos, mas gentis com cada um de nós que busca o caminho. Santo Antônio é essa inspiração que a gente inspira para atuar”, descreveu.

“Nós, leigos e leigas, somos alimentados pela comunidade dos irmãos, alimentados pela sabedoria dos freis, dos padres, bispos e hoje pela sabedoria do Papa Francisco, que nos pede para que sejamos ‘uma Igreja em saída’. É melhor que estejamos sujos e cansados do caminho feito levando essa mensagem, do que estejamos num lugar de segurança que hoje não existe mais. O mundo nos chama e Santo Antônio, nosso Padroeiro, é nosso apoio, é nossa garantia de que se esse caminho for feito escutando a Palavra de Deus, será um caminho de congraçamento, de encontro, de união”, completou Moema.

Nesta segunda-feira, 11º dia da Trezena, Frei Almir Guimarães será o pregador do tema “Santo Antônio e a Igreja como sacramento de salvação.

Fonte: www.franciscanos.org.br

25 maio 2018

REFLEXÕES SOBRE A DIMENSÃO POLÍTICA DO FRANCISCANISMO – 15




Os penitentes de Assis viveram a fé teologal a partir da realidade pessoal


Se podemos viver um compromisso de fé, ela naturalmente se torna também um compromisso político no verdadeiro sentido da palavra: acreditar no bem comum. Uma vida de fraternidade bem organizada é politizada, pois não conta apenas uma ação individual, mas coletiva. Projeto pessoal e projeto comunitário não se separam. O grupo primitivo de Francisco de Assis deixa seus projetos pessoais familiares e classistas e abraçam um modo de vida comum, que não é ingênuo ou idealista, mas é a força do Evangelho vivido.

A Fraternidade primitiva de Francisco contou apenas com o que o Senhor revelou; e foram conduzidos aos flagelados de então. Eles desatam a Palavra de Deus dos púlpitos e a levam para as praças. São pessoas simples que refazem a presença dos profetas veterotestamentários; são pregadores ambulantes resgatando a prática jesuânica; vivem com a força dos grupos como a tradição apostólica dos Atos. Não há contradição entre prática e pregação como havia na eclesiologia de seu tempo. Todos têm vez no novo modo de viver fraterno. As mulheres são integradas na mesma força pela segura presença de Clara de Assis. Têm poucas dificuldades com a instituição eclesial, porque vivem a paixão por Jesus, pelo Evangelho e pelo povo. Aqueles mendicantes reacendem sonhos humanitários e esperançosos de amanhã para as pessoas. Neles, a fé no Cristo pobre no pobre criou uma identidade.

Eles possuem uma identidade cristã que não vem definida pela hierarquia, mas sim para onde conduz o Espírito do Senhor e o seu modo de operar. Não têm planejamento pastoral, mas têm missão. O Evangelho, mais do que força exegética que gerou inúmeros comentários teologais, é para eles uma referência de vida. Quando perguntavam quem eram, respondiam ser penitentes de Assis.

Estes penitentes viveram um caminho de fé teologal a partir da realidade pessoal. Deixaram tudo como os primeiros seguidores de Jesus, e foram viver uma presença divina inserida no projeto histórico de Deus. Um Deus que está no comunitário grupal, social e cósmico. Não há lugar onde Ele não esteja. Abraçam presépio, altar e cruz como privilegiados da instalação e conquista do Reino de Deus. Estes penitentes mostraram o Deus da convivência e da coexistência trinitária, um Deus uno, vivo e Três Pessoas, totalmente apaixonado pela vida.

O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, humilde e pobre no presépio, encarnado na situação humana e desumana. O Deus da Eucaristia, presença total, completa e alimentadora da história. O Deus Espírito de Amor que mostrou para eles afeto na dureza da vida, sonhos e mais sonhos para fazer valer a utopia do Evangelho.

FREI VITORIO MAZZUCO

CONTINUA...

fonte: carismafranciscano.blogspot.com

17 maio 2018

REFLEXÕES SOBRE A DIMENSÃO POLÍTICA DO FRANCISCANISMO – 14



No post de hoje vamos acompanhar o último trecho escolhido do sermão de São Bernardino de Sena aos políticos e ao povo da República de Sena. Trata-se do Sermão nº XVII, onde ele mostra “como deve administrar a justiça quem recebe um cargo público”.

A TIRANIA – São Bernardino de Sena marca sarcasticamente alguns vícios que os eleitores devem reparar em certos candidatos, para não se deixar enganar com falsas promessas: “O primeiro é a tirania. Quem tem este vício apresenta-se sempre como um benfeitor, mas na realidade é um estripador e um tirano. Existem, infelizmente, os tira-anos, os tira-meses, os tira-semanas, os tira-dias, os tira-manhãs, os tira-tardes, os tira-noites e até os tira-horas. Sabe quem é o tira-ano? É aquele que tira uma vez por ano. O tira-meses é pior, porque tira todo mês. Pior ainda é o tira-semana, porque tira toda semana. E o tira-dias é ainda pior, porque furta tirando cada dia. E o tira-manhã é pior, porque toda manhã vai ao palácio do governo e sempre tira. Assim também o tira-noites. E o que diremos do tira-horas? Podemos dizer que ele sempre tira, furta e estripa qualquer um que esteja ao seu alcance. E tais políticos querem ser chamados governadores do povo? A eles bem convém um só nome: ladrões!”

A INCOMPETÊNCIA – Outro veneno que deve ser evitado na escolha dos homens públicos é a ignorância e a incompetência. São Bernardino para mostrar ao povo o quanto eles são desprezíveis, usa um exemplo que pode parecer indigno de um sermão sagrado: “Vocês devem ter reparado como age o camponês que quer defender o seu campo depois da semeadura. Para afugentar os pássaros ele pega um saco, e enche de palha, coloca em cima uma abóbora como cabeça, arma os braços com um pau e bota na mão do espantalho uma vara como se pudesse bater nos pássaros...Mas os pássaros não são bobos. No primeiro dia eles olham de longe. No segundo dia aproximam-se devagar e notam que o espantalho está sempre parado. Já no terceiro dia entram no campo e começam a comer a semente., mas ficam de olho... Se o vento move um pouco o espantalho eles fogem logo, para reaproximar-se lentamente, perdendo sempre mais o medo. Às vezes um deles, mais corajoso, se aproxima e fica esvoaçando ao redor do espantalho; observando que não tem vida, pousa em cima da vara; vendo que nada acontece, perde completamente qualquer medo, para em cima do espantalho e mija na cabeça dele”.

A esta altura imaginem as risadas sonoras dos ouvintes! E São Bernardino, dirigindo-se a essas nulidades que pretendem governar o povo, concluía: “Sabe o que lhes digo? Vocês são as excelências zeros. Podem ser temidas por um certo tempo, mas nunca serão respeitadas, aliás chegará o dia em que o povo zombará de vocês e mijará sobre suas cabeças”.

Bem, este Sermão é do século XIV, e vale a pergunta: até que ponto suas palavras são atuais entre nós? Julgue a sua consciência.


Fonte: http://carismafranciscano.blogspot.com.br

14 maio 2018

XIX Caminha Ecológica Franciscana



XIX Caminhada Franciscana 
“Somos Todos Irmãos” 
Mt 23,9 

Paty do Alferes:
“Deus escreveu um livro estupendo, cujas letras são representadas pela multidão de criaturas presentes no Universo. Tudo está interligado. 

O coração verdadeiramente aberto a uma comunhão universal não exclui nada, nem ninguém dessa fraternidade. Paz, justiça e conservação da criação são questões absolutamente ligadas.” (Laudato si cap II ) 

A Igreja do Brasil, no seu papel de Mãe e Mestra, dedica este ano o Laicato e nos convida a refletir e rezar pela superação da violência. Neste contexto e motivados pelo Papa Francisco através da Encíclica Laudato si, mais uma vez, nos deslocamos até o Caminho do Imperador. 

Quanta alegria!!! 

Refletimos, contemplamos, cantamos e rezamos como irmãos. E também procuramos despertar a sensibilidade para , como cristãos, nos dedicarmos ao Cuidado da Casa Comum. 

Contamos com a participação de representantes das Paróquias de N. Sra. da Conceição de Paty do Alferes e do Sagrado Coração de Jesus de Petrópolis e representando o Regional Sudeste II irmãos das Fraternidades de Santa Clara( D. de Caxias), S. Antonio dos Pobres( V. Redonda), S. Clara (Venda das Pedras), S. Antonio (N. Iguaçu) , S. João do Meriti, Santo Sepulcro(Cascadura), N. Sra. da Conceição (Nilópolis) , Santo Cristo dos Milagres (Niterói), N. Senhora Aparecida (Nilopolis) e Jufra.

Petrópolis:
Os quase 20 anos das Caminhadas Franciscanas têm produzido bons resultados. Temos notícia que em Paty do Alferes há uma consciência cada vez maior do cuidado pela nossa “Casa Comum”. Diminuíram as queimadas “para renovar a pastagem”, entre os pequenos produtores de leite. Com apoio da Prefeitura, a monocultura dos plantadores de tomate (com agrotóxicos) começa a ceder espaço para uma agricultura alternativa saudável, sem agrotóxicos. Os sábados, antes vazios, agora são movimentados pela feira de legumes, frutas e verduras. Mais gente andando pelas ruas e movimentando o comércio da cidade. Nós, de Petrópolis, quase não vimos plásticos e papéis jogados ao longo da Estrada do Facão. Grupos de motociclistas, que percorrem a Estrada do Facão e fazem suas trilhas pela mata, cuidam de ajuntar plásticos e lixo jogados pelo caminho. São exemplos da capacidade humana de cuidar melhor de nossa “irmã e mãe Terra”, mãe de todos os seres vivos. Em Petrópolis, faz-se necessária uma maior consciência por parte do povo sobre a urgência de separar o lixo reciclável. Essa consciência é fruto da educação nas escolas e nas famílias. Às autoridades públicas compete uma vigilante fiscalização dos focos poluidores e dos serviços de coleta permanente do lixo. Assim, os cidadãos vão sentir-se melhor em sua casa comum e os turistas serão mais bem acolhidos.


























13 maio 2018

Encontro Anual 5º Distrito - Teresópolis / RJ



No dia 21/04/2018 foi realizado o Encontro Anual do 5º Distrito do Regional Sudeste 2 RJ/ES em Teresópolis/RJ.

Iniciou com um maravilhoso café partilhado, logo após os irmãos foram para a Capela Nossa Senhora de Fátima onde as fraternidades presentes se apresentaram e logo após um momento de oração e reflexão feita pelos irmãos frades capuchinhos.

Depois desse momento os irmãos se deslocaram para um almoço fraterno, terminado esse momento houve um momento de visita a granja Comary, após visita a feirinha de Teresópolis e por fim retornaram para o seminário dos Frades Capuchinhos para lanche e despedida.

Agradecemos a acolhida da Fraternidade São Leopoldo Mandic pela maravilhosa e fraterna acolhida.

Paz e bem!