Esta página é para divulgação dos eventos do Conselho Regional e das Fraternidades que compõe este Regional. Sejam todos bem vindos! Paz e bem!

13 fevereiro 2017

Dia Mundial dos Enfermos - 2017


No dia 11 de fevereiro, o Regional Sudeste 2 celebrou o dia dos Mundial dos Enfermos, com a visita das fraternidades aos nossos irmãos e irmãs do SEI.


Visita ao Irmão Paulo Machado




Fraternidade Nossa Senhora das Graças - São Gonçalo




Fraternidade da Porciúncula - Niterói









Fraternidade São Francisco de Assis - Rio Comprido






Fraternidade Nossa da Conceição - Nilópolis




Fraternidade Imaculada Conceição - Paty do Alferes




Deus abençoe a todos os nossos Irmãos e Irmãs.

Paz e Bem!

Coordenadora do SEI
Cleildes


09 fevereiro 2017

OFS e JUFRA na Campanha da Fraternidade 2017



Franciscanas e Franciscanos pelo cuidado com a Criação

Queridas irmãs, queridos irmãos, A Campanha da Fraternidade deste ano nos alerta para a atual crise socioambiental que afeta toda a criação de Deus. Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), a iniciativa busca promover o cuidado com a criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, através de relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho.

Diante do atual contexto, onde vivenciamos a destruição da natureza, vemos crescer a ambição e a busca por lucro a todo custo, sem considerar os impactos sofridos por nossa mãe terra, pelas populações originárias e pelos mais pobres. Diante dessa realidade, inspirados pelo Francisco de Assis e o Francisco de Roma, somos convidados a uma conversão ecológica, com mudanças no estilo de vida e engajamento nas causas socioambientais contemporâneas. Dentre os objetivos principais, a CF tem enfoque em aprofundar o conhecimento de cada bioma, provocando o comprometimento com causas das populações originárias e na defesa de seus direitos; reforçar o compromisso com a biodiversidade, os solos, as águas e o clima e contribuir para a construção de um novo paradigma econômico ecológico; manter a articulação com outras igrejas, organizações da sociedade civil, comunidades acadêmicas e pessoas de bem; e compreender o desafio da conversão ecológica a que nos chama o nosso Papa Francisco na carta encíclica Laudato Si’;

Como franciscanas e franciscanos, somos convocados a assumir nossa responsabilidade de vivenciarmos nosso carisma em todas as suas dimensões. Animem suas fraternidades para comprometerem-se nesta causa. Que tal realizarem atividades em comunhão (JUFRA E OFS)? Baixem os materiais disponíveis nos sites (www.jufrabrasil.org e www.ofs.org.br), registrem e compartilhem as experiências para que sirvam de inspiração para outros irmãos e irmãs. Pedimos que postem textos e fotos das atividades realizadas na sua fraternidade no facebook e compartilhem nas páginas JUFRA DO BRASIL e OFS com a hashtag #Franciscan@snaCF, ou ainda mandem matérias para publicarmos em nossos sites para o e-mail: jufrabrasil@gmail.com e secretariacnofs@gmail.com. Que São Francisco e Santa Clara nos inspirem a cuidarmos da nossa casa comum, na defesa da vida em toda sua integralidade.

Fraternalmente,

Vanderlei Suélio
Ministro Nacional da OFS do Brasil

Antônio Gean
Sec. Nac. de Ação Evangelizadora da Jufra do Brasil

Igor Bastos
Sec. Nacional de DHJUPIC da Jufra do Brasil

Frei Wellington Buarque, OFM
Assistente Espiritual Nacional da OFS/JUFRA do Brasil
 
 

06 fevereiro 2017

45 anos da Unificação da OFS


No Brasil, a partir de 1972 a OFS foi unificada sob uma única obediência, constituído Conselhos de nível Nacional, Regional e Local. Isto só foi possível, graças aos trabalhos incansáveis de Frei Mateus Hoepers, OFM que trabalhou pela unificação das obediências e irmão Paulo Machado da Costa e Silva, na elaboração da Regra até a reforma das Constituições Gerais em caráter experimental.  O acontecimento máximo da renovação da OFS foi o surgimento da Regra renovada, confirmada por Paulo VI, em 24 de junho de 1978. Esta Regra foi elaborada pelos Franciscanos Seculares de todos os Países, em textos breves, simples, profundamente evangélicos e legitimamente Franciscanos, tendo com característica principal à secularidade. E desde então a Ordem Terceira passou a chamar-se Ordem Franciscana Secular. “amai, estudai e vivei, esta nova Regra” recomendou-nos o Papa João Paulo II.

Breve histórico da Unificação da OFS

O processo de unificação teve início a partir da convocação do Concílio Vaticano II, convocado pelo saudoso irmão franciscano secular e papa João XXIII, e continuada pelo também saudoso papa Paulo VI. A partir de então, começou a grande efervescência, o ‘aggiornamento’ que impulsionou o apostolado leigo na Igreja e no mundo.

Este Concílio gerou muitos encontros e congressos, cujas palavras de ordem eram ‘voltar às fontes’. É desse período a realização do Congresso de Assis, realizado em 1969, no qual toda Família Franciscana esteve debruçada nessa árdua tarefa de manter o frescor e o vigor do carisma franciscano no mundo e que trouxeram grandes frutos, inclusive a nova Regra e Vida que nove anos depois receberíamos das mãos do Papa Paulo VI, em 24 de junho de 1978.

A atuação brilhante do nosso irmão Paulo Machado da Costa e Silva, que com muita habilidade, conseguiu ajudar no processo de construção de uma nova regra para os franciscanos seculares. O Congresso de Assis gerou as memoráveis moções de Assis, que segundo nosso querido Frei Egberto Prangenberg, OFM, exprimiu o grande desejo da OFS pela unidade.

O desejo da unificação da OFS continuou sendo construído também no Brasil, culminando com a Assembleia Conjunta dos Conselhos Obedienciais (OFM, OFMCap. e OFMConv.), ocorrida no Convento Santo Antônio do Largo da Carioca (RJ), entre os dias 2 e 6 de fevereiro de 1972. A assembleia teve como principal objetivo transformar este Conselho Nacional Interobedencial em Conselho Nacional da Ordem Franciscana Secular.

Para o alcance da unificação, a atuação da irmã Maria Natividade de Carvalho Gomes foi de grande relevância, pois representava as fraternidades do ramo obediencial sob custódia dos frades menores Capuchinhos. A partir dessa histórica assembleia surgiu o primeiro Conselho Nacional da Ordem Franciscana do Brasil, tendo como primeiro ministro o irmão Paulo Machado e como vice-ministra a irmã Natividade.

Em 1973, alguns novos irmãos vieram somar a esse esforço pela unificação e passaram a integrar o Conselho da OFS. A partir de então muito contribui para consolidar a unificação da OFS, a atuação do irmão Sylvio Vieira de Carvalho, representando as fraternidades do ramo obediencial sob custódia dos frades menores Conventuais.

Passados 45 anos, colhemos hoje os frutos plantados por esses três artífices que, juntamente com a valiosa contribuição dos irmãos menores das três obediências da Ordem dos Frades Menores, que nos honram com suas presenças, ficando aqui nosso reconhecimento e nossa imensa gratidão a esses irmãos que estarão sempre vivos na história da Ordem Franciscana no Brasil.

Paz e Bem!
Conselho Regional

03 fevereiro 2017

Papa aos religiosos: tentação da sobrevivência tira força aos carismas



“A tentação da sobrevivência faz-nos esquecer a graça, transforma-nos em profissionais do sagrado, mas não pais, mães ou irmãos da esperança, que fomos chamados a profetizar”, disse o Papa Francisco na Missa com os religiosos celebrada na Basílica Vaticana na tarde desta quinta-feira (02/02), festa da Apresentação do Senhor, 21º Dia Mundial da Vida Consagrada.

Francisco observou que com aquele rito de apresentação no Templo, o Senhor exteriormente cumpria as prescrições da lei, mas na realidade vinha ao encontro do seu povo fiel. Evocando a figura do Velho Simeão, que toma nos seus braços o Menino Jesus e louva a Deus, o Pontífice ressaltou que “o encontro de Deus com o seu povo desperta a alegria e renova a esperança”.

Francisco frisou ainda que o cântico de Simeão é o cântico do homem crente que, na recta final dos seus dias, pode afirmar: “É Verdade! A esperança em Deus nunca decepciona.” Na sua velhice, acrescentou, “Simeão e Ana são capazes duma nova fecundidade e dão testemunho disso mesmo cantando: a vida merece ser vivida com esperança, porque o Senhor mantém a sua promessa”.

“Somos herdeiros dos sonhos dos nossos pais, herdeiros da esperança que não decepcionou as nossas mães e os nossos pais fundadores, os nossos irmãos mais velhos. Somos herdeiros dos nossos anciãos que tiveram a coragem de sonhar; e, como eles, também nós hoje queremos cantar: Deus não engana, a esperança n'Ele não decepciona. Deus vem ao encontro do seu povo.”

Dirigindo-se aos consagrados, o Papa lembrou que “nos faz bem acolher o sonho dos nossos pais, para podermos profetizar hoje e encontrar novamente aquilo que um dia inflamou o nosso coração. Sonho e profecia juntos”, ressaltou.

A esse ponto da sua reflexão, o Santo Padre chamou a atenção para uma tentação que pode tornar a vida consagrada estéril: a tentação da sobrevivência. “Um mal que pode instalar-se pouco a pouco dentro de nós, no seio das nossas comunidades”, observou, acrescentando:

“A atitude de sobrevivência faz-nos tornar reaccionários, temerosos, faz-nos fechar lenta e silenciosamente nas nossas casas e nos nossos esquemas. Faz-nos olhar para trás, para os feitos gloriosos mas passados, o que, em vez de despertar a criatividade profética nascida dos sonhos dos nossos fundadores, procura atalhos para escapar aos desafios que hoje batem às nossas portas.”

Dito isso, Francisco foi ainda mais enfático: “A psicologia da sobrevivência tira força aos nossos carismas, porque leva-nos a «domesticá-los», a pô-los «ao nosso alcance» mas privando-os da força criativa que eles inauguraram; faz com que queiramos mais proteger espaços, edifícios ou estruturas do que tornar possíveis novos processos.”

Em síntese, o Pontífice afirma que “a tentação da sobrevivência transforma em perigo, em ameaça, em tragédia aquilo que o Senhor nos dá como uma oportunidade para a missão”. Esta atitude não é própria apenas da vida consagrada, “mas nós em particular somos convidados a precaver-nos de cair nela”, advertiu o Papa.

Voltando ao Evangelho do dia, contemplando novamente a cena da Apresentação do Senhor no Templo e o cântico de louvor de Simeão e Ana, Francisco ressaltou: “Quando Maria coloca nos braços de Simeão o Filho da Promessa, o ancião começa a cantar os seus sonhos. Quando coloca Jesus no meio do seu povo, este encontra a alegria.”

“Sim, só isto nos poderá restituir a alegria e a esperança, só isto nos salvará de viver numa atitude de sobrevivência, só isto tornará fecunda a nossa vida, e manterá vivo o nosso coração: colocar Jesus precisamente onde Ele deve estar, ou seja, no meio do seu povo.”

Todos estamos conscientes da transformação multicultural que atravessamos, ninguém o põe em dúvida, observou o Pontífice, daí, “a importância de o consagrado e a consagrada estarem inseridos com Jesus na vida, no coração destas grandes transformações”.

“A missão – em conformidade com cada carisma particular – é aquela que nos lembra que fomos convidados a ser fermento desta massa concreta”, prosseguiu Francisco. Por fim, retomando o conceito pouco antes expresso, o Papa explicitou ulteriormente:

“Colocar Jesus no meio do seu povo significa ter um coração contemplativo, capaz de discernir como é que Deus caminha pelas ruas das nossas cidades, das nossas terras, dos nossos bairros. Colocar Jesus no meio do seu povo significa ocupar-se e querer ajudar a levar a cruz dos nossos irmãos. É querer tocar as chagas de Jesus nas chagas do mundo, que está ferido e anseia e pede para ressuscitar.”

Francisco concluiu com um convite e exortação aos consagrados: “Acompanhemos Jesus que vem encontrar-Se com o seu povo, estar no meio do seu povo, não no lamento ou na ansiedade de quem se esqueceu de profetizar (...), mas na paciência de quem confia no Espírito, Senhor dos sonhos e da profecia. E, assim, compartilhamos o que nos pertence: o cântico que nasce da esperança.” (BS/RL)

Fonte: http://ofssudeste2.blogspot.com.br/2017/02/papa-aos-religiosos-tentacao-da.html

Orar pelos pobres, marginalizados e refugiados


Cidade do Vaticano – No mês de fevereiro, o Papa Francisco exorta os cristãos de todo o mundo a privilegiarem a oração pelos mais pobres e marginalizados, os deslocados e refugiados. Todo mês, é escolhido um tema que preocupa o Pontífice, em relação aos desafios da humanidade em geral. O Papa o propõe e convida as pessoas de boa vontade a rezar com ele.

“Vivemos em cidades que constroem torres e centros comerciais e que realizam grandes negócios imobiliários, mas que abandonam uma parte de si nas margens, na periferia”, escreve o Pontífice. “Em consequência desta situação, grandes massas de população se veem excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem horizontes, sem vias de saída”.

Por estas pessoas, o Papa pede:

“Não os abandonem. Rezem comigo por todos os que vivem na provação, sobretudo os pobres, os refugiados e os marginalizados; para que encontrem acolhimento e conforto nas nossas comunidades”.

O vídeo

“O Vídeo do Papa”, lançado em janeiro de 2016, é um projeto pioneiro da Rede Mundial de Oração – Apostolado da Oração -, que tem como protagonista o próprio Santo Padre e marca uma nova era na comunicação das intenções mensais.

Apostolado da Oração

O objetivo da rede é ser apóstolos na vida cotidiana, por meio de um caminho espiritual chamado “caminho do coração”, que transforma o nosso modo de ser a serviço da missão de Cristo.

A obra foi fundada em 1844, está presente em mais de 100 países e é composta por mais de 35 milhões de pessoas.

CONFIRA:


02 fevereiro 2017


Capuchinhos perdem Frei Vital, aos 93 anos


Faleceu na tarde desta quarta-feira o nosso querido Frei Vital, internado há alguns dias no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca.



Há cerca de 71 anos nos Capuchinhos, Frei Vital iria completar 94 anos no próximo dia 31 de março. De uma grande família, descendente de italianos e natural de Santa Teresa (ES), seu nome de batismo era André Ronconi, mas, como religioso, adotou o nome de Frei Vital. Considerado um bom administrador, por mais de 30 anos conduziu a Igreja dos Capuchinhos.

Seus amigos o consideravam inteligente, culto, bom pregador e sempre bem-humorado. Sem presidir missas há alguns anos, usava o seu tempo para ler e ouvir música clássica, da qual era fã ardoroso.

Mesmo com idade avançada, Frei Vital ainda acompanhava o noticiário e ainda lia muito bem sem óculos, conforme ficou constatado no dia do seu 90º aniversário, durante a missa. Com a idade avançada, atualmente a sua maior dificuldade estava em locomover-se.

O velório teve início esta noite, na Basílica, e a missa de Corpo Presente será presidida por Dom Orani Tempesta, às 13h, nesta quinta-feira. O sepultamento será no Cemitério do Catumbi, às 15h.







Paz e Bem!
Conselho Regional

01 fevereiro 2017

Dia 11/02/2017 - Dia Mundial dos Enfermos


O Conselho Regional Sudeste II convida a todas as Fraternidades para celebrar o Dia Mundial dos Enfermos no dia 11/02/17, prestando especial atenção aos nossos irmãos do SEI (Serviços aos Enfermos e Idosos).


Cidade do Vaticano (RV) – O Vaticano publicou no dia 15/2/2016 a mensagem dedicada pelo Papa ao XXV Dia Mundial do Enfermo, evento celebrado anualmente em 11 de fevereiro. O tema da edição 2017 será «Admiração pelo que Deus faz: “o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1, 49)»

Instituído por São João Paulo II em 1992 e celebrado a primeira vez em Lourdes, na França, no ano seguinte, o Dia é ocasião para se prestar especial atenção à condição dos doentes e mais em geral, a todos os atribulados; ao mesmo tempo, convida familiares, profissionais de saúde e voluntários a dar graças pela vocação de acompanhar os irmãos doentes.

Na mensagem, o Papa se diz próximo a todos os que vivem a experiência do sofrimento e suas famílias, enaltece aqueles que nas estruturas de saúde espalhadas pelo mundo se ocupam das melhoras, cuidados e bem-estar diário dos enfermos; encoraja todos – doentes, atribulados, médicos, enfermeiros, familiares, voluntários – a olhar Maria, Saúde dos Enfermos, com grande ternura de Deus por todo o ser humano.

Como Santa Bernadete, pobre, analfabeta e doente, estamos sob o olhar de Maria. “Peçamos à Imaculada Conceição a graça de saber sempre relacionar-nos com o doente como uma pessoa que certamente precisa de ajuda”, escreve o Pontífice.

Por ocasião deste Dia, prossegue, “podemos encontrar novo impulso e contribuir para a difusão de uma cultura respeitadora da vida, da saúde e do meio ambiente; lutar pelo respeito da integridade e dignidade das pessoas, abordando corretamente as questões bioéticas e a tutela dos mais fracos”.

O Papa reafirma também a sua proximidade de oração e encorajamento a médicos, enfermeiros, voluntários e todos os homens e mulheres comprometidos no serviço dos doentes e necessitados; às instituições eclesiais e civis que trabalham nesta área; e às famílias que cuidam amorosamente dos seus membros doentes.

Na conclusão, recorda o testemunho luminoso de tantos amigos e amigas de Deus, como São João de Deus e São Camilo de Lélis, Padroeiros dos hospitais e dos profissionais de saúde, e Santa Teresa de Calcutá, missionária da ternura de Deus. E termina com a oração a Maria:

“Ó Maria, nossa Mãe,
que, em Cristo, acolheis a cada um de nós como filho,
sustentai a expectativa confiante do nosso coração,
socorrei-nos nas nossas enfermidades e tribulações,
guiai-nos para Cristo, vosso filho e nosso irmão,
e ajudai a confiarmo-nos ao Pai que faz maravilhas”.


Paz e Bem!
Irmã Cleildes dos Santos
Coordenadora do SEI

Papa: medo de tudo, o pecado que paralisa o cristão



Deus nos livre do pecado que nos paralisa como cristãos: a cobardia, o medo de tudo, que nos faz não ter memória, esperança, coragem e paciência – foi o que disse, em síntese, o Papa durante a Missa na manhã desta sexta-feira (27/01), na Casa Santa Marta.

A Carta aos Hebreus proposta pela liturgia do dia – afirmou o Papa – exorta a viver a vida cristã com três pontos de referência: o passado, o presente e o futuro. Antes de tudo, nos convida a fazer memória, porque “a vida cristã não começa hoje: continua hoje”. Fazer memória é “recordar tudo”: as coisas boas e menos boas, é colocar a minha história “diante de Deus”, sem cobri-la ou escondê-la:

“Irmãos, evoquem na memória aqueles primeiros dias’: os dias do entusiasmo, de ir avante na fé, quando se começou a viver a fé, as tribulações sofridas … Não se entende a vida cristã, inclusive a vida espiritual de todos os dias, sem memória. Não somente não se entende: não se pode viver de modo cristão sem memória. A memória da salvação de Deus na minha vida, a memória dos problemas na minha vida; mas como o Senhor me salvou desses problemas? A memoria é uma graça: uma graça a ser pedida. ‘Senhor, que não esqueça o teu passo na minha vida, que não esqueça os bons momentos, inclusive os maus; as alegrias e as cruzes’. Mas o cristão é um homem de memória”.

Depois, o autor da Carta nos faz entender que “estamos em caminho a espera de algo”, a espera de “chegar a um ponto: um encontro; encontro o Senhor”. “E nos exorta a viver por fé”:

“A esperança: olhar para o futuro. Assim como não se pode viver uma vida cristã sem a memória dos passos feitos, não se pode viver uma vida cristã sem olhar para o futuro com esperança... para o encontro com o Senhor. E ele diz uma bela frase: ‘Ainda bem pouco …’. Eh, a vida é um sopro, eh? Passa. Quando se é jovem, se pensa que temos tanto tempo pela frente, mas depois a vida nos ensina que aquela frase que todos dizemos: ‘Mas como passa o tempo! Eu o conheci quando era criança, e agora está casando! Como passa o tempo!’. Logo chega. Mas a esperança de encontrá-lo é uma vida em tensão, entre a memória e a esperança, o passado e o futuro”.

Por fim, a Carta convida a viver o presente, “muitas vezes doloroso e triste”, com “coragem e paciência”: isto é, com franqueza, sem vergonha, e suportando as vicissitudes da vida. Somos pecadores – explicou o Papa – “todos somos. Quem antes e quem depois… se quiserem, podemos fazer a lista depois, mas todos somos pecadores. Todos. Mas prossigamos com coragem e com paciência. Não fiquemos ali, parados, porque isso não nos fará crescer”. Por fim, o autor da Carta aos Hebreus exorta a não cometer o pecado que não nos deixa ter memória, esperança, coragem e paciência: a cobardia. “É um pecado que não deixa ir para frente por medo”, enquanto Jesus diz: “Não tenham medo”. Cobardes são “os que vão sempre para trás, que protegem demasiado a si mesmos, que têm medo de tudo”:

“‘Não arrisque, por favor, não…prudência…’ Os mandamentos todos, todos… Sim, é verdade, mas isso também paralisa, faz esquecer as muitas graças recebidas, tira a memória, tira a esperança porque não deixa ir. E o presente de um cristão, de uma cristã assim é como quando alguém está na rua e começa a chover de repente e o vestido não é bom e o tecido encurta... Almas pequenas … esta é a cobardia: este é o pecado contra a memória, a coragem, a paciência e a esperança. Que o Senhor nos faça crescer na memória, nos faça crescer na esperança, nos dê todos os dias coragem e paciência e nos liberte daquilo que é a cobardia, ter medo de tudo... Almas pequenas para preservar-se. E Jesus diz: ‘Quem quer preservar a própria vida, a perde’”.

Fonte: http://pt.radiovaticana.va/news/2017/01/27/papa_medo_de_tudo,_o_pecado_que_paralisa_o_crist%C3%A3o/1288736

30 janeiro 2017

A Missa como Ceia do Senhor!







Frei Alberto Beckhäuser, OFM

Duas vezes ocorre a expressão “comer a ceia do Senhor” no documento conciliar sobre a Sagrada Liturgia, a Constituição Sacrosanctum Concilium. A primeira vez é no Art. 6, ao dizer que a Obra de Cristo continua na Igreja e se coroa em sua Liturgia: “Da mesma forma, toda vez que comem a ceia do Senhor, anunciam-lhe a morte até que venha”. A segunda, encontra-se no Art. 10 que trata da liturgia como cume para o qual tende a ação da Igreja e fonte donde emana toda a sua força: “Pois os trabalhos apostólicos se ordenam a isso: que todos, feitos pela fé e pelo Batismo filhos de Deus, juntos se reúnam, louvem a Deus no meio da Igreja, participem do sacrifício e comam a ceia do Senhor”.

A Missa como memorial do mistério pascal realiza-se em forma de ceia, chamada também “banquete pascal, em que Cristo nos é comunicado em alimento, o espírito é repleto de graça e nos é dado o penhor da futura glória” (cf. SC 47).

A ceia se realiza em torno da mesa, com comida e bebida preparadas para a ocasião como Jesus fez com os discípulos na última Ceia. No rito da Missa, temos o momento da preparação da Mesa do Senhor e a participação da Mesa do Senhor, onde o próprio Cristo é alimento e bebida, seu Corpo e Sangue. A Missa somente será plena quando os fiéis comem e bebem a Ceia do Senhor, quando comem o Corpo do Senhor e bebem do seu Sangue, do pão e do vinho eucaristizados na mesma Missa celebrada.

Como está sendo difícil compreender e pôr em prática a recomendação de que os fiéis comunguem de hóstias consagradas na Missa e não da sagrada Reserva!

Introduziram-se práticas que contrariam esta recomendação. Acontece que em Missas de dia de semana, por exemplo, de quarta ou quinta-feira, o padre já consagrara vários cibórios cheios que então são guardados no tabernáculo para a Comunhão das Missas de domingo. Chega o domingo, coloca-se uma só hóstia grande a ser consagrada na patena e lá vai a turma de ministros extraordinários da comunhão eucarística buscar os cibórios e levá-los até ao altar, atrapalhando, muitas vezes, o rito da paz e da fração do Pão.

Nada disso deveria acontecer. A Instrução Geral do Missal diz que os ministros extraordinários não se aproximem do altar antes que o sacerdote tiver comungado (cf. n. 162). Isso tem sua lógica, pois, se o pão foi consagrado em âmbulas na Missa, não há razão para buscar da Sagrada Reserva no tabernáculo.

A respeito das hóstias consagradas na mesma Missa, diz a Instrução: “É muito recomendável que os fiéis, como também o próprio sacerdote deve fazer, recebam o Corpo do Senhor em hóstias consagradas na mesma Missa e participem do cálice nos casos previstos (cf. n. 283), para que, também através dos sinais, a Comunhão se manifeste mais claramente como participação no sacrifício celebrado atualmente” (n. 85).

Vejam ainda o que se diz sobre a forma do pão: “A verdade do sinal exige que a matéria da celebração eucarística pareça realmente um alimento. Convém, portanto, que, embora ázimo e com a forma tradicional, seja o pão eucarístico de tal modo preparado que o sacerdote, na Missa com povo, possa de fato partir a hóstia em diversas partes e distribuí-las ao menos a alguns dos fiéis” (n.321). Por isso, a necessidade de uma patena maior do que a tradicional: “Para consagrar as hóstias é conveniente usar uma patena de maior dimensão, onde se coloca tanto o pão para o sacerdote e o diácono, bem como para os demais ministros e fiéis” (n. 331). Vemos que a patena tradicional caiu praticamente em desuso.

Quanta coisa a ser melhorada na Missa como Ceia do Senhor!
 

25 janeiro 2017

Ministros e Custódios franciscanos reunidos em Roma


Cidade do Vaticano (RV) - Com uma Eucaristia de abertura, presidida pelo Vigário geral Frei Julio Bunader OFM, foi inaugurado no dia 16 o encontro anual do Ministro geral com os Ministros e Custódios eleitos no último Capítulo da Ordem. O encontro se realiza na Cúria Geral de Roma, e vai até o dia 27 de janeiro.

Frei Fidêncio Vanboemmel, OFM é o ministro da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil e está participando do encontro. Presentes há 500 anos no Brasil, os frades menores analisam sua identidade diante da realidade complexa e difícil das grandes cidades, onde as ‘periferias existenciais’ de diversas formas convidam a Ordem à reflexão e à atuação. Segundo Frei Fidêncio, os frades menores no Brasil, como em todo o mundo, são chamados a viver o profetismo do Evangelho e de São Francisco de Assis.

Assista a uma parte da entrevista do Frei:
https://youtu.be/ITrD7pAHZ9M

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/01/24/ministros_e_cust%C3%B3dios_franciscanos_reunidos_em_roma/1287836