Esta página é para divulgação dos eventos do Conselho Regional e das Fraternidades que compõe este Regional. Sejam todos bem vindos! Paz e bem!

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04 novembro 2011

Os 25 anos do "Espírito de Assis" celebrado em Nilópolis

Em mais um dia em que a cidade de Nilópolis (RJ) foi abençoada com um belo pôr-do-sol, a Família Franciscana (frades e irmãos da OFS - Ordem Franciscana Secular) da paróquia Nossa Senhora da Conceição celebraram, na quinta-feira 27 de outubro, juntamente com os demais paroquianos, o aniversário de 25 anos do "Espírito de Assis" - o Dia Mundial de Oração pela Paz, convocado pelo Papa João Paulo II e realizado pela primeira vez em 1986, em Assis (a cidade de São Francisco, ícone da Paz mundial), juntamente com os representantes das principais religiões do mundo; o qual constituiu um marco fundamental no campo do diálogo interreligioso. No mesmo dia, em Assis, o papa Bento XVI reunira novamente representantes de várias religiões para celebrar.

Na celebração eucarística cuja liturgia foi especial para o evento, Frei Neylor José Tonin, OFM, destacou o nosso desafio de cristãos, a partir do trecho do Evangelho do Sermão da Montanha e do "Espírito de Assis", de promover cada vez mais fielmente os valores do Reino de Deus: paz, justiça, misericórdia, perdão, verdade e amor. Ser, como no lema da celebração de 25 anos, “Peregrinos da Verdade e Peregrinos da Paz”.

26 outubro 2011

27/10 - Espírito de Assis, 25 anos

"Se todos os caminhos levam a Roma, o Santo Padre quis que levassem, também, a Assis. Em 1986 não podia encontrar um lugar mais significativo para um encontro mundial de oração pela paz. Não hesitou: na escolha daquela colina e daquela "estrela", Ele foi o guia iluminado e pertinaz.

João Paulo II tinha-se deslocado a Assis em 3 de Novembro de 1978, duas semanas apenas após a sua eleição, depois em 12 de Março de 1982, peregrino com os Bispos italianos para o oitavo centenário do nascimento do Poverello. Quando, em 25 de Janeiro de 1986, anunciou em S. Paulo fora dos Muros o encontro para 27 de Outubro seguinte, dá o motivo da escolha da cidade de Úmbria, dizendo que Assis é "o lugar que a figura seráfica de S. Francisco transformou num centro de fraternidade universal". E, de fato, os representantes de todas as religiões aí se encontraram, com toda a naturalidade, como "em sua casa". Recordo que o Grande Rabino Elio Toaff, para a oração hebraica, tinha encontrado a área de uma antiga sinagoga.

Para evitar, também, a mínima aparência de sincretismo, o Papa acompanhou, passo a passo, os dez meses de uma minuciosa e laboriosa preparação. Dedicou, ainda, inteiramente, quatro "Angelus" consecutivos para explicar o significado de um acontecimento que alguns tardaram a compreender. Nada foi deixado ao imprevisto e em nenhum momento uns rezaram com a oração dos outros. Mas, a não ser nestes momentos propriamente religiosos, o encontro desenvolveu-se na mais fraterna liberdade. Vejo ainda o pequeno autocarro, que de manhã nos levava de Santa Maria dos Anjos à Basílica de São Francisco. Sentados lado a lado, João Paulo II, o Arcebispo de Cantuária, um metropolita russo e o Dalai Lama: não falavam de religião, simplesmente se sentiam felizes por estarem juntos. Vejo ainda o Papa maravilhado como todos nós pelo arco-íris que despontou, de surpresa, sob um céu tempestuoso; à tarde, no grandioso refeitório do Sagrado Convento onde recebia os seus hóspedes, disse-me, à parte, que aquele sinal fora para ele um sinal visível de uma aliança entre Deus e todos os descendentes de Noé.

Desde aquele dia, Assis tornou-se, no coração de João Paulo II, como que a arca espiritual onde se refugia a humanidade inteira. Nas horas de maior desalento aí se dirige pessoalmente e abre as portas da oração como fez em 9 e 10 de Janeiro de 1993, em plena guerra dos Balcãs e como fará em 24 de Janeiro próximo [2002], face às perturbações que devastam a terra.

Mas trata-se, ainda, de compreender bem o significado de tal passo, insólito e raro. Para isso, é preciso voltar a um importantíssimo discurso aos Cardeais e à Curia Romana, pronunciado no dia 22 de Dezembro de 1986. O Papa confidenciava-lhes a chave de leitura teológica do ato com o qual convidava, pela primeira vez na história, os representantes das Igrejas e das religiões do mundo para um dia de oração, de peregrinação e de jejum pela paz.

Foi então que lançou "um apelo pressuroso para encontrar e manter o espiríto de Assis como motivo de esperança para o futuro", aquele "espírito de Assis" que João Paulo II não deixou de fazer soprar desde há quinze anos nesta nossa terra perturbada e sobre águas revoltas de violência e divisão. Comunidades cristãs, crentes de todas as religiões, como o exemplo de Eliseu que recebeu o manto de Elias, revestem-se hoje do "espírito de Assis" e tornam-se por toda a parte artífices da paz. Assim em cada ano, a Papa desejou enviar uma mensagem de paz aos encontros inter-religiosos de oração, organizados pela Comunidade de Santo Egídio. A originalidade e a audácia de Assis consistiram em pôr no primeiro plano a "energia pura" da oração e do jejum, mobilizando (se posso ousar dizer esta palavra) todos os líderes religiosos a assumir o seu dever imperioso de educar as consciências humanas no serviço da justiça e da paz.

A luz de Natal ilumina e aquece a nossa noite. É louco, com a loucura de Deus, tudo isto que "o espírito de Assis" pode imaginar e criar, no seguimento dos anjos que cantam: "glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens que ele ama".

"Espírito de Assis" desce sobre nós!

CARDEAL ROGER ETCHEGARAY
(artigo publicado no Osservatore Romano)

Fonte: www.ofs.org.br

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Materiais para a celebração do "Espírito de Assis" - clique aqui.

27 outubro 2009

Semana Franciscana pela Paz

Em 27 de outubro é celebrado o Dia Mundial de Oração pela Paz. A origem da celebração vem do ano de 1986 (Ano Internacional da Paz), quando nesta mesma data aconteceu em Assis, na Itália, um grande Encontro (o primeiro) entre as principais religiões do mundo com o objetivo de rezar pela paz. Evento que constituiu um marco fundamental no campo do diálogo interreligioso, pois estiveram presentes
representantes cristãos, muçulmanos, judeus, budistas, janiistas, bahai, sihk, zoroastrianos, xintoístas e hinduístas; além de religiões tradicionais africanas e ameríndias.

O local do Encontro não poderia ter sido outro. Cidade natal de São Francisco, Assis foi escolhida exatamente pelo que representou o santo que pregava principalmente através do exemplo; que é o que verdadeiramente conta para fazermos um mundo melhor.

Inspirado em São Francisco, o papa João Paulo II - em seu discurso naquela ocasião -, pedindo a Paz entre os homens, convidou a todos a redescobrir o “espírito de Assis”. Assis então se confirmaria como a capital mundial da Paz.

Nos dias de hoje, a paz é interrompida pelos diversos tipos de violência como intolerância e ambição, seja pela afirmação de um poder banal ou mesmo por dinheiro; e que são praticadas nos espaços micro da sociedade, como na família, entre vizinhos, na escola e no trabalho.

Por causa dessa mazelas de nosso mundo, e inspirada naquele evento realizado há vinte e três anos, a Família Franciscana do Brasil - composta por franciscanos religiosos e leigos de nosso país – resolveu promover sempre na última semana de outubro a Semana pela Paz.

Criar uma cultura de Paz será muito mais eficiente do que diversas caminhadas e manifestações vestindo branco ou acendendo velas. Uma busca que, a exemplo daquela vivida por Francisco, deverá ser incessante. Nunca conseguiremos vencer as práticas de violência e intolerância se não buscarmos em nosso íntimo sermos verdadeiros instrumentos de Paz. Comecemos tentando mudar o homem (ou a mulher) no espelho.

O Senhor nos abençoe e nos guarde... Paz e Bem!

Anderson Moura, OFS/JUFRA
Coord. Reg. de Comunicação da OFS Sudeste 2 (RJ/ES)