Esta página é para divulgação dos eventos do Conselho Regional e das Fraternidades que compõe este Regional. Sejam todos bem vindos! Paz e bem!

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11 agosto 2011

Fraternidade N. Sra. Aparecida celebra a Festa de Nossa Senhora dos Anjos

A tradicional festa de Nossa Senhora dos Anjos, padroeira da Ordem Franciscana, foi celebrada com grande solenidade pela Família Franciscana da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nilópolis.

A alegria e o clima fraterno deram o tom da celebração presidida pelo frei Paulo Roberto Santos Sant’Anna, OFM, e concelebrada pelo frei Jacir Antônio Zolet, OFM, com a participação da Fraternidade Franciscana Secular Nossa Senhora Aparecida (OFS) e dos irmãos da Juventude Franciscana “Ternura e Vigor”, da JUFRA e crianças da Mini-JUFRA.

A igrejinha de Santa Maria dos Anjos ou da porciúncula - “pequena porção” – é especialíssimo para a vocação de Francisco que a restaurou e confiou a Ordem Franciscana à proteção de Nossa Senhora, Rainha dos Anjos, dos primeiros irmãos que ali viveram e de Clara de Assis que ali consagrou de forma definitiva sua vida ao Evangelho seguindo os passos do Seráfico Francisco. Santa Maria representa de forma singela os ideais de Francisco e remonta aos primórdios do franciscanismo.

Nesta igreja, o jovem Francisco, procurando descobrir a vontade do Senhor a seu respeito, escutou o Evangelho, pediu ao sacerdote que lhe explicasse e exultando de alegria exclamou: “Isto mesmo que eu quero! Isto que peço! Isto anseio poder realizar com todo coração!” E a partir daí dedicou-se ao anúncio itinerante da Palavra de Deus entre o povo.

A igrejinha e um pequeno pedaço de terra ao seu redor fora doada a Francisco pelos monges beneditinos e está localizada fora da cidade de Assis. Atualmente está contida dentro de uma igreja muito maior, a Basílica de Santa Maria dos Anjos, construída para proteger e venerar a tradição da pequena igreja.

Segundo a tradição, a Porciúncula foi construída no século IV, por eremitas provenientes da Palestina. Em 576, foi assumida por São Bento e seus monges.

Nesse espaço os frades construíram pequenas celas, trançadas de ramo e barro, para onde podiam retirar-se e dormir um pouco, e também se entregar, no silêncio, à oração e à penitência. Foi numa noite, na Porciúncula, que Francisco, mergulhado em oração não sentia paz em seus pensamentos porque tantos pecadores se perdiam miseravelmente.

Apareceram-lhe Jesus e Maria, rodeados de anjos; disseram-lhe que pedisse a graça que mais desejava. O santo olhou para Nossa Senhora e lhe pediu que intercedesse junto a seu filho, para que, arrependidos, visitassem a Porciúncula. Disse-lhe Jesus: “A graça que pedes é grande, mas merecestes ainda maiores. Por isso concedo-te o que pedes. Vai agora ao meu Vigário e pede-lhe para ratificar na terra a minha vontade”.

Francisco não perdeu tempo e com Frei Masseo, foi logo a Perugia, onde naquele momento se encontrava o Papa Honório III, e conseguiu dele a aprovação dessa indulgência apartir de 02 de agosto de 1216. A igrejinha de Santa Maria dos Anjos é o lugar mais sagrado da Ordem Franciscana, pois ali morreu São Francisco de Assis.

O perdão de Assis é a festa da reconciliação do homem consigo e com Deus. Celebrar o perdão de Assis é resgatar as raízes do franciscanismo para promover, nos dias de hoje, a Paz e o Bem.

Fraternidade Nossa Senhora Aparecida, Nilópolis (RJ)

09 maio 2010

A Coroa Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora

A Coroa das Sete Alegrias de Nossa Senhora, chamada também de Coroa seráfica ou Rosário franciscano, compõe-se de sete mistérios, com um Pai-nosso, dez Ave-Marias e um Glória ao Pai, em honra das sete alegrias de Nossa Senhora, consubstanciadas nos seguintes principais mistérios:

1. Encarnação do Verbo divino;
2. Visitação da Mãe de Deus à sua prima santa Isabel;
3. Nascimento de Jesus;
4. Adoração prestada ao Divino Infante pelos três reis magos;
5. Encontro de Jesus no Templo;
6. Jubilosa Ressurreição do Salvador;
7. Coroação da Virgem Imaculada no céu.

A introdução e a conclusão são rezadas como na Oração do Terço.


- Forma comum:

1º No primeiro mistério consideramos a alegria de Nossa Senhora ao ouvir do Arcanjo São Gabriel que fora escolhida por Deus para ser Mãe do Salvador.
(1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai)

2º No segundo mistério consideramos a alegria da Santíssima Virgem em casa de sua prima Santa Isabel, quando foi pela primeira vez saudada como Mãe de Deus.

3º No terceiro mistério consideramos o inefável gozo de Nossa Senhora no estábulo de Belém, quando seu Filho divino nasceu milagrosamente.

4º No quarto mistério consideramos a alegria de Nossa Senhora quando os três magos vieram de longe adorar o Menino Jesus e oferecer-lhe ouro, incenso e mirra.

5º No quinto mistério consideramos a alegria de Nossa Senhora quando achou o Divino Menino no Templo entre os doutores.

6º No sexto mistério consideramos a alegria e o júbilo da Santa Mãe de Deus, quando, na manhã de Páscoa, viu seu Filho divino ressuscitado e glorioso.

7º No sétimo mistério consideramos a maior de todas as alegrias de Nossa Senhora, quando morreu santamente e foi levada aos céus, com corpo e alma, acima dos coros angélicos, à direita de seu Filho divino, que a coroou Rainha dos anjos e dos santos.


- Forma especial:

Após as palavras “...e bendito é o fruto de vosso ventre, Jesus”, acrescenta-se:

1º ... que com grande alegria concebestes do Espírito Santo. (E segue:) Santa Maria...

2º ... que com grande alegria levastes em visita à Isabel.

3º ... que com grande alegria destes à luz em Belém.

4º ... que com grande alegria apresentastes à adoração dos Magos.

5º ... que com grande alegria encontrastes no Templo.

6º ... que com grande alegria vistes ressuscitado e glorioso.

7º ... que vos elevou aos céus, ó Virgem Maria.


Fonte: Devocionário da Família Franciscana, 8ª ed., FFB, Petrópolis, 1996, p. 211-213.