Esta página é para divulgação dos eventos do Conselho Regional e das Fraternidades que compõe este Regional. Sejam todos bem vindos! Paz e bem!

26 abril 2018

REFLEXÕES SOBRE A DIMENSÃO POLÍTICA DO FRANCISCANISMO - 10




Francisco de Assis ama este Deus que nasceu num estábulo entre animais

Ao apaixonar-se pelo Cristo do Presépio, do Altar e da Cruz, Francisco de Assis muda radicalmente a sua vida por perceber e viver uma fé dentro de uma realidade de libertação histórica na qual o próprio Deus se fez pobre. A fé para ele não é um sistema de crenças, mas tem que ser repensada como uma força libertadora de transformação.

A fé também não é lugar para a resignação dos vencidos da história, nem refúgio de derrotados e nem diminuição dos que creem. Mas a fé libertadora e transformadora é refazer a experiência de um Deus Encarnado em meio ao povo. Francisco de Assis ama este Deus que nasceu num estábulo entre animais, que não morreu entre lençóis de cetim, mas numa cruz, não tendo compromisso com a morte, mas com o Amor que dá vida em plenitude. Morreu porque pregou o Evangelho da Libertação, morreu por causa de sua mensagem e de sua prática. Não é o Deus das mitologias e nem das sumas teológicas, nem dos pregadores e dos cultos solenes; mas um Deus que se fez profundamente humano para fazer do humano importante demais. 

Um Deus unicamente Amor que nos ensina amor. Francisco bradava: “É preciso amar muito o Amor daquele que muito nos amou” (2Cel 196). Santa Tereza dizia: "Na tarde da vida, seremos julgados não pela ortodoxia, mas pelo Amor!”.

Francisco de Assis traz novo alento para o conceito de Deus. Este Deus entra na história humana no ventre de uma mulher, numa aldeia escondida, num lar humilde, uma história humana e divina contada a partir de um presépio. Recolocou o Evangelho no coração de seus frades e nas mãos do povo, rezou o credo num cântico em harmonia com as criaturas. Ama a Eucaristia como a bela graça da vida pulsando forte em ações comunitárias. Francisco gerou fraternidades de compaixão, fé e compromisso, desafiadas pelo Evangelho da Libertação.

E falando da dimensão política do franciscanismo, vamos lembrar o verdadeiro significado da palavra grega politikein, politikós. Para o mundo grego, o significado desta palavra é: arranjo existencial para o bem comum. Não estamos afeiçoados a este significado, porque na história passada e sobretudo atual de nosso país, nunca tivemos esta verdade como prática. Vou partir de um texto que, nos anos 1986 a 1987, quando morei na cidade de Guaratinguetá, foi distribuído na Paróquia Nossa Senhora da Glória, no Bairro do Pedregulho; nesta época a paróquia estava sob os cuidados dos franciscanos. Eram anos de elaboração da nova constituição e houve uma certa participação popular. Eram anos de processo eleitoral, como este ano que estamos vivendo.

CONTINUA

FREI VITORIO MAZZUCO

fonte: http://carismafranciscano.blogspot.com.br

25 abril 2018

Evangelizar a partir da Fraternidade



Evangelizar a partir da Fraternidade significa acreditar sempre a partir da força comum, ter uma fé alteritária: meu irmão e minha irmã têm valor, e por isso preciso recuperar a beleza e a dignidade do projeto humano. As pessoas formam o coração de toda experiência. Sair da Fraternidade, ir para o mundo e retornar para a Fraternidade, sempre revelando com clareza, uma Identidade Franciscana que é amar a tudo e a todos, transformando tudo em Alguém para alguém. Viver esta dimensão a partir do carisma específico, inspirados de um modo cristão, franciscano e em missão.

Prestar um serviço a toda humana criatura por amor a Deus. Não como um ser estranho ao mundo, mas como um ser fraternalmente encarnado. Encarnar-se é estar junto, morar junto, andar junto, tomar a mesma forma. O lugar da evangelização de Jesus não é o notebook, mas as ruas e estradas da Palestina. Evangelizar é morar franciscanamente no lugar da missão. Francisco de Assis viveu numa época onde já existia uma determinação socioeconômica das convivências. O urbano, a sociedade burguesa, a nobreza e a pobreza andavam pela mesma rua protegendo-se do contágio uma da outra. O centro da cidade é a catedral e a feira. Francisco de Assis surge e transita como um valor impactante em meio a tudo isto. Filho de um pai que lhe ensinou o caminho da posse de dons e de bens materiais, ele vai viver a experiência de ser mendigo.

A escola é o endereço que reúne todos na unidade e na diversidade. O mercado determina o status quo. A educação não é para todos de um modo igual, e o contágio vem do consumo. Tem o que é visto e o que não é percebido. O que não é visto e não entra nas possibilidades, é transformado em leproso e colocado para fora dos muros das convivências. O centro do mundo hoje é a empresa, a escola e o shopping.

Devemos estar a serviço das pessoas como menores e súditos de todos (1Cel 31). Nós não evangelizamos desconhecidos, mas evangelizamos irmãos e irmãs. Hoje, temos uma geração de nativos digitais, que usam e sabem que as novas mídias são importantes, porém a evangelização é um corpo a corpo, pessoa a pessoa. Ir de casa em casa (LTC 41). Para o nosso alunado, a escola é a casa onde eles passam boa parte de seu dia e seu tempo.

Ir com a força do grupo que somos. O que somos? Uma Frente de Evangelização na Educação. É esta força corporativa que evangeliza e não o eu sozinho. A atuação evangelizadora não é um privilégio isolado, mas sempre ir em nome da Fraternidade.

Imagem ilustrativa: Piero Casentini, pintor italiano contemporâneo.

*Frei Vitório Mazzuco, OFM

Fonte: Instituto Teológico Franciscano

Grandes períodos da vida de Francisco de Assis



Frei Almir Guimarães


Temos o costume de consultar textos que fazem a cronologia da vida de São Francisco. Muitos livros sobre o Poverello apresentam fatos e acontecimentos ano após ano, desde o nascimento até a morte. Cesare Vaiani, OFM (Storia e teologia dell’esperienza spirituale di Francesco d’Assisi, Edizioni Biblioteca Francescana, Milano) em obra erudita faz a mesma cronologia, mas regrupada em grandes períodos. No fundo ajunta fatos e feitos em nítidos “capítulos” da história do Poverello, fases de sua vida. Apresentamos o trabalho em duas vezes.

1. Juventude ( 1181-1205) – Francisco cresce no meio da juventude de Assis. Estes são os anos da formação de seu caráter: pessoa alegre, brilhante, gosta de participar de festas com seus amigos. Exerce uma profissão: trabalha com o pai Pietro Bernardone, na loja de tecidos. Tendo viajado à França, aprende a língua francesa. Nos momentos de alegria servir-se-á deste idioma para exprimir sua alegria. Aprende a ler e escrever o latim. Participa do ambiente político e militar vivido por Assis. Toma parte numa batalha, é feito prisioneiro e, por fim, cai enfermo. Este período pode ser considerado como uma unidade. Dele possuímos informações genéricas. Nesse tempo, o jovem Francisco ainda não havia encontrado sua identidade.

2. A conversão (1205-1208) – Nesse período de sua “conversão”, Francisco muda de vida e se torna penitente. Os episódios deste período são, de modo particular, aqueles ele mesmo menciona em seu Testamento: o encontro com o leproso, a oração nas igrejas e o encontro com o Crucifixo de São Damião. Tudo indica que neste período Francisco está sozinho em sua busca.

3. A primeira fraternidade (1208-1216) – A Francisco se unem irmãos de diferentes estratos sociais. O crescimento interior de Francisco se fez em função da experiência positiva e criativa da fraternidade. O período é constituído pelos “anos mágicos” das origens da experiência fraterna. Francisco e seus primeiros companheiros nunca se esquecerão desse tempo. O período em questão pode ser caracterizado pela chegada dos irmãos que dão nascimento e vida à Fraternitas. Os irmãos que foram chegando constituíam, no dizer de Francisco, um dom do Senhor, presente inesperado. Trata-se de um elemento fundamental para que possa elaborar o projeto de vida. Este vai sendo delineado aos poucos. Os momentos importantes do surgimento da Fraternitas são os capítulos, reuniões de todos os irmãos que tinham lugar uma vez ao ano. Neste período não sai da cabeça de Francisco o ideal do martírio. No final dos anos aqui mencionados começam a surgir os primeiros problemas com o vertiginoso crescimento do grupo.

4. Expansão da Fraternitas e primeiras dificuldades (1217-1219) – A Fraternitas já se apresenta numerosa. Foi se transformando com a chegada dos irmãos “letrados” nos anos 1215/1216. Por ocasião do Capítulo de 1217, a Fraternitas passa a ter uma nova organização com a instituição dos “ministros provinciais” e com a estruturação em “províncias”. Começa a expansão além dos Alpes com uma primeira expedição mal constituída ou formada e a presença ultramarina melhor sucedida. Francisco encontra-se com Cardeal Hugolino que começa a intervir na Fraternitas, que aos poucos vai constituir-se em Religio/Ordo. Nesse período, registra-se a primeira intervenção oficial do Papa (Bula Cum dilecti, 11 de junho de 1218) que pode significar o surgimento de alguns problemas na Fraternitas/Religio. Se não houvesse problemas, tal Bula não teria sido escrita. Este período distingue-se do precedente pelo surgimento dos primeiros sinais de organização, pela expansão numérica e qualitativa e pelas primeiras intervenções da autoridade romana.

5. Oriente (verão de 1219-verão de 1220) – Francisco está no Egito, no acampamento dos cruzados. Depois do Capítulo de 26 de maio de 1219, no final do qual se decidiu o envio de irmãos para além dos Alpes, Francisco, por sua vez, parte para o Oriente. Entre as razões para esta viagem pode-se supor a permanência do desejo do martírio, a vontade de pôr em prática determinações do Capítulo que queria enviar os frades em missão, fora da Itália. Poder-se-ia se questionar também se não se tratava de uma fuga dos crescentes problemas assinalados no período anterior. A permanência no Oriente, ocasião em que Francisco contrai uma dolorosa enfermidade das vistas, parece ter sido uma experiência de grande importância em seu percurso e se apresenta como divisor de águas em seu caminho. Aproxima-se ele de um mundo distinto da christianitas onde sempre vivera, mundo fortemente religioso no contexto islâmico. Trata-se de uma experiência de caráter internacional, de modo especial no acampamento dos cruzados onde haviam pessoas de diferentes nacionalidades.

6. Retorno e pedido de demissão (setembro 1220) – Tendo sido chamado por alguns frades, ele mesmo muito preocupado com os problemas da Ordem, Francisco volta à Itália no verão de 1220. Obtém do Papa a determinação de que o Cardeal Hugolino venha a ser o protetor da Ordem e no Capítulo de São Miguel (29 de setembro de 1220) apresenta sua demissão.

Não estamos diante de um período, mas de um fato preciso e datado. A razão se explica pela mudança ou transformação que se verifica no relacionamento de Francisco com a fraternidade. Não se pode esquecer o peso “institucional”. Juridicamente, Francisco continua sendo referência para a Cúria Romana, como se verifica pelo fato de que ele elabora a Regra e busca sua aprovação. A demissão é vivida pessoalmente por ele como afastamento do governo da Ordem. Mostram-no suas inequívocas afirmações em Escritos datados desta época.

7. Anos de provação e de apostolado (1220-1224) – Aparecem dois elementos aparentemente contraditórios: de um lado uma atividade evangelizadora intensa, documentada em suas cartas circulares e, de outro lado um certo isolamento da Ordem como consequência de sua demissão. Fala-se de uma “crise” de Francisco. Algumas fontes assinalam-na como gravíssima tentação do espírito, que teria durado dois anos e o afastado dos irmãos. Embora aparentemente contraditórios os dois elementos caminhavam paralelamente. Repetimos: Francisco, depois de 1221 dedica-se ao trabalho de reelaboração da Regra que desembocará na Regra bulada de 1223, contando com a assistência do Cardeal Hugolino e provavelmente de alguns frades. Nesse labor, Francisco é contrariado pelo grupo dirigente da Ordem. Manifestam-se sintomas do avanço de enfermidades (fígado e estômago, além da doença das vistas). No período em questão emerge um Francisco que sofre no corpo e na alma. No final desse período situa-se o episódio de Greccio, a celebração do Natal (1223).

8. Os estigmas (setembro de 1224, no alto do Monte Alverne) – Aqui não se trata de um período, mas de fato singular. No âmbito de toda a trajetória de Francisco a estigmatização deixa marca profunda. Segundo Cesare Vaiani não se pode deixar de colocar o fato nessa “periodização” da vida de Francisco. O estigmas não constituem o centro da vida e da experiência de Francisco para o qual convergiria, como parecem crer alguns de seus biógrafos. O episódio coloca-se na esteira de todo um labor espiritual do Poverello e, quem sabe, se poderia dizer que os estigmas seriam uma resposta de Deus ao que Francisco estava vivendo. Depois do Alverne ele conhecerá a paz da cruz.

9. Os dois últimos anos (1224-1226) – Francisco vive cercado de alguns poucos companheiros que dele cuidam, protegem e, de certo modo, isolam-no da Ordem. Durante a estadia de cinquenta dias em São Damião, na primavera de 1225, dita o Cântico do Irmão Sol. Tem vontade de se ocupar novamente dos leprosos, como no começo, realiza um giro de pregações. O Testamento prova que mesmo demissionário não deixou de cuidar dos irmãos. No atual período, Francisco está muito doente e um pouco isolado.

10. A morte (3 de outubro de 1226) – Nas primeiras vésperas do domingo 4 de outubro, Francisco morre na Porciúncula, deitado na terra nua.

Fonte: franciscanos.org.br

23 abril 2018

Franciscanos seculares: o que queremos de verdade?



1. Queremos ser gente, gente para valer, cultivando o corpo, a mente, o coração e desejando fazer de nossa vida um cântico de alegria. Somos pessoas felizes porque existimos. Gostamos de nós mesmos de verdade, sem idolatria self. Gostamos de viver e de conviver.

2. Gostamos da vida: família, trabalho, lazeres, natureza, belezas, avanços da técnica. Não somos pessoas macambuzias. Gostamos de viver, apesar de todas as dificuldades. Gostamos do casamento, do ser homem, do ser mulher, das refeições com amigos, de leituras cativantes, de noites de luar e de dias de chuva generosa quando a terra está seca.

3. Queremos ser cristãos. Não somos apenas pessoas de ritos e rezas. Queremos ser discípulos do Ressuscitado. Nascemos no seio de uma família católica. Somos membros da Igreja Católica. Isto, no entanto, não basta. Almejamos ser discípulos do Senhor. Nossa fé não é mera herança que guardamos no banco. Fazemos questão de ler e refletir sobre o Sermão da Montanha que marca nosso estilo de vida. Gostamos quando Papa Francisco pede que tenhamos encontros pessoais com Cristo. Queremos, antes de terminar nossos dias, viver uma Igreja segundo o jeito do Papa Francisco. Temos receio de muito jeito de ser cristão suscitado pelos programas religiosos de televisão.

4. Por diferentes razões e circunstâncias tornamo-nos membros da Ordem Franciscana Secular. Muitos de nós ingressamos nas suas fileiras talvez não sabendo todo o alcance de seu programa de vida. Queremos nos impregnar do espírito da Regra: desejamos seguir o Mestre Jesus vivo e ressuscitado à maneira de Francisco. Esse seguimento tem algumas marcas: empenho de mudança do coração (conversão), vontade de viver com outros (fraternidade), mas viver de verdade, não apenas estar ao lado de… Nossa postura é a de sermos menores, alegres menores, gente simples, sem complicações de vaidade, ciúmes… Frequentando as páginas franciscanas sentimos que somos cristãos à maneira desse gigante/pobre e belo chamado Francisco de Assis.

5. Muitas vezes temos saudade do silêncio, do deserto, do eremitério. Não nos sentimos bem no meio das arruaças. Temos saudade daquele que nos inventou. Por isso, gostamos de ler e saborear a contemplação e a Regra de Francisco para os eremitérios.

6. Pecamos. Somos pecadores. Mas levantamos a cabeça e pedimos o perdão do Senhor. Gostamos de dizer com Francisco: miserável verme vosso ínfimo servo. Mas arde dentro de nós tornar Cristo Jesus amado. Francisco nos pede que o Amor seja amado.

7. Gostamos de trabalhar em nossas paróquias. Não somos tocadores de obras, nem tropa de choque. Não somos empregados de uma firma, mas amantes do Amado. Trabalhamos em todos os campos que nos pedem, de preferência cuidando dos mais abandonados. Não queremos ser pessoas mecânicas na ação pastoral que colocamos. Somos antes de tudo enviados por aquele que nos olha e nos cerca de todo carinho.

8. Queremos viver nossa vida conjugal e familiar com o espírito evangélico-franciscano: um casal unido, simples, amigo, despojado; alegria e confiança em nossa casa; filhos educados sem preocupação com dinheiro, sucesso, culto doentio do corpo; queremos que nossos filhos encontrem Cristo Jesus de modo especial em sua juventude. Não queremos ser uma família fechada, mas um foco de bem querer que ilumine os outros casados e as outras famílias.

Frei Almir Guimarães
Assistente Espiritual Regional Sudeste 2 RJ/ES

Fonte: franciscanos.org

20 abril 2018

REFLEXÕES SOBRE A DIMENSÃO POLÍTICA DO FRANCISCANISMO - 9



Libertação é dar um passo
concreto à necessidade do outro



A violação dos direitos das minorias não é casual, é permanente. Além de serem zeros econômicos e não serem contemplados em planejamentos oficiais, sofrem a violação da dignidade através das ridentes formas de estereótipos. Recebi um post muito pertinente que diz assim: “No dia 19 de Abril, por favor não cantem a música da Xuxa, não pintem seus alunos e nem façam cocar de papel. Não reforcem os estereótipos! Convidem um indígena para falar ou leve as crianças em uma aldeia. Nos ajude a desconstruir estereótipos, nos deixem falar!” É verdade! Chega de representar! É preciso sair do egoísmo, do comodismo, da alienação e ir conhecer a realidade. Estereótipo é falta de cultura e ausência completa de postura crítica. Adianta criticar mendigo vagabundo se não conhece os motivos dos moradores de rua?

Francisco de Assis largou o conforto da privilegiada classe dos novos ricos de Assis e foi viver entre os mendigos da cidade. Ele não apenas os viu, ele se inseriu. Libertação é dar um passo concreto à necessidade do outro e não ficar em análises vazias. Já vi gente vociferar contra Bolsa Família, mas não sabe onde está o mapa da fome deste país. Libertação não é ideologia, mas é conhecer mais para denunciar melhor a opressão e urgir um processo de quebrar aquilo que prende irmãos e irmãs na miséria. Já vi muita gente criticando a sopa dos pobres sentado à mesa do McDonald's empanturrando-se de três hambúrgueres com chedar. Libertação não é metáfora, mas processo histórico para superar uma história. Francisco de Assis fez a libertação da acomodação para uma participação junto aos necessitados de seu tempo. Fraternidade para ele é sair do eu-sozinho para a solução de muitos entre muitos.

Francisco de Assis é santo porque lutou para produzir mais humanidade. É o santo do espaço no qual os simples se reúnem e a partir da Palavra ajuízam a vida. Partilha fraterna, ajuda mútua faz a Palavra ser prece e prática. Ele é um convertido que não levantou paredes de uma capela na solidão de seu projeto, mas pediu que muitos trouxessem tijolos como uma bênção. Não pediu dinheiro, pediu bênção em forma de tijolo, mãos calejadas e a força de muitos.

CONTINUA

FREI VITORIO MAZZUCO

Fonte: http://carismafranciscano.blogspot.com.br

18 abril 2018

Fraternidades realizam Retiro


As Fraternidades Santo Antonio - Duque de Caxias e Santa Clara - Jardim Primavera, realizaram retiro no dias 14 e 15/04 na Sede da Fraternidade Sagrado Coração de Jesus em Petrópolis.

Momentos de grande profundidade espiritual e de convivência franciscana entre as duas frateridades.





Visita Fraterno Pastoral - Fraternidade São José - Araruama

Os irmãos do Conselho Regional, Adilson - Conselheiro do 2º Distrito e Frei Quercio OFMCap - Assistente Regional, realizaram no dia 15 de abril, a Visita Fraterno Pastoral na Fraternidade São José - Araruama.



É sempre um momento de muita alegria, o encontro com os irmãos.

Paz e Bem!

Novo Conselho Eleito - Nossa Senhora do Desterro - Quissamã




No Segundo Distrito, em Quissamã (RJ), realizou o Capítulo Eletivo da Fraternidade Nossa Senhora do Desterro, do Conselho para o período de 2018 a 2021, no dia 15 de abril de 2018, presidido pelo Ministro Regional Marco Antonio.

Foram eleitos:

Ministro: Joelmo António Batista de Azevedo

Vice-Ministra: Carmem Lúcia do Espírito Santo Gomes
Formadora:Ilma Barcelos
1º tesoureiro: Renato Barreto Coutinho
2º Tesoureiro: Zilda Figueiredo Barcelos
1ª Secretaria: Maria Lúcia Viana Pinto
2ª Secretaria: Lúcia Maria Longhi
SEI: Maria Elza Pessanha

Esteve presente, também, ao Capítulo, Fr. Almir Ribeiro Guimarães OFM, Assistente Regional.

Rogamos a Deus que abençoe esses nossos irmãos no serviço que acabam de assumir em favor de toda a Fraternidade.

Paz e bem!


Encontro de Conselhos 2018 - ES


No dia 24/03/2018, na Casa Verde, Convento da Penha - ES, o Regional Sudeste 2 RJ/ES promoveu o Encontro de Conselhos 2018 das Fraternidades do ES.

A parte da manhã iniciou com o café da manhã partilhado entre os irmãos e irmãs, com muita alegria franciscana do reencontro, logo após iniciou com a oração direcionada pelo Assistente Frei Geraldo OFMCap da Fraternidade de Santa Teresa e com músicas franciscanas para animar os irmãos presentes, terminada, o Assistente Espiritual Regional Sudeste 2 Frei Almir Ribeiro Guimarães OFM fez uma palestra para todos irmãos presentes sobre a caminhada, desafios, entre outras questões do Conselho Local, logo após o Formador do Regional irmão Henrique fez uma apresentação sobre as relações humanas em nossas fraternidades, por fim o Ministro Regional Marco Antonio fez uma apresentação sobre "O Dom do Verdadeiro Encontro" a importância desse dom em nossa caminhada franciscana.

Foi dada uma pausa para o almoço, onde podemos ver a alegria do convívio franciscano, todos em volta da mesa do Senhor.

Após o almoço, foram divididos os grupos: Ministros/Vices, Formação/SEI/COODHJUPIC, Secretaria/Comunicação, Tesouraria, onde cada grupo partilhou sobre seus serviços.

Terminamos com o agradecimento do Conselho Regional pela presença de todos e com a benção final feita pelo Frei Geraldo OFMCap.

Agradecemos a presença de todos irmãos e irmãs, também a presença dos Assistente Espirituais Locais: Frei Gilson OFM (Colatina), Frei Geraldo OFMCap (Santa Teresa), Frei Michel OFMCap (Viana) e Frei Pedro OFM (Vila Velha) e continuemos nossas caminhada fraterna sempre juntos!

Paz e bem!

Conselho Regional

Fotos do Encontro (clique para ampliar):
























Encontro de Conselhos 2018



No dia 17/03/2018, no Instituto Francisca Paula de Jesus, das irmãs Franciscanas do Senhor, o Regional Sudeste 2 RJ/ES promoveu o Encontro de Conselhos 2018.

A parte da manhã iniciou com o café da manhã partilhado entre os irmãos e irmãs, com muita alegria franciscana do reencontro, logo após iniciou com a oração direcionada pelo Assistente Regional Frei Almir Ribeiro Guimarães OFM, terminada, o Ministro Regional Marco Antonio acolheu todos os irmãos presentes, comunicou que o Regional estava doando para cada fraternidade um Manual do Assistente Espiritual e o manual do sistema de cadastro do Nacional.

Dando continuidade, Frei Almir fez uma exortação para todos sobre o serviço do Conselho Local e os desafios dos franciscanos seculares no seu estado leigo, logo após foi o momento da exortação do Frei Ederson Queiroz OFMCap, Presidente da Conferência da Família Franciscana do Brasil CFFB, o tema "Retorno ao Evangelho".

Foi dado uma pausa para o almoço, onde podemos ver a alegria do convívio franciscano, todos em volta da mesa do Senhor, não podemos esquecer do serviço do irmão Arion e sua equipe preparando um maravilho almoço para todos.

Após o almoço Frei Ederson deu continuidade em sua palestra, com palavras que mexeram bastante com nossa caminhada franciscana, ao término, foram divididos os grupos: Ministros/Vices, Formação/SEI/COODHJUPIC, Secretaria/Comunicação, Tesouraria, onde cada grupo partilhou sobre seus serviços.

Terminamos com o agradecimento do Conselho Regional pela presença de todos e com a benção final feita pelo Frei Ederson OFMCap.

Agradecemos a presença de todos irmãos e irmãs e continuemos nossas caminhada fraterna sempre juntos!

Paz e bem!

Conselho Regional

Apresentação do Frei Ederson: https://drive.google.com/open?id=1ja5hTkFrhup8aXYOz-Snw4-OTrktb6Xa

Fotos do Encontro (clique para ampliar):